quarta-feira, 7 de outubro de 2015

PROSA POÉTICA - MÃE



MÃE


Deus é Observador,
Assim se obrigando a ser
Por ter nos dado o livre-arbítrio
E, não querendo voltar atrás,
Teve que com a sua criação
A sua herança dividir:
Chamando-se então Filhos.

Deus é narcisista
Tudo se criando belo à sua imagem:
Criou-se Mundos e Leis;
Criou-se Natureza misteriosa e cativante;
Criou-se Universo caos mais organizado;
Criou-se Águas cristalinas pra se refletir;
Foi mais além e...
Criou-se Brilhos de estrelas como sendo o seu sorriso;
Criou-se Sóis como sendo os seus olhos atentos.

Fez-se Tudo, e como tudo sendo se deu nomes:
Eu Sou
Eis que...
Amor;
Eis que...
Paciência;
Eis que...
Afeto;
Eis que...
Carinho.

Gritou-se Universal e
Eu Sou Poderoso.
Lembrou-se um dia,
Pois Lembrança se fez:
Eis que Eu Sou, então,
Portanto, os meus próprios filhos Eu Sou também,
E afirmou ávido:
“Mas quero ser além e mais poderoso...”
E mais uma vez
Não querendo outra vez voltar atrás
Condensou-se Todos os seus atributos
Num único Ser e...
Batizou-se de:
MÃE.